Atualmente notamos que o mundo está carente, pobre e defasado, por vezes de simples valores, como aqueles que nossos pais viviam repetindo quando eramos crianças.
Foi devido aos meu valores, estes que a sociedade não valoriza mais, porque mais vale ser "esperto" do que ter respeito, que me separei do homem que mais amei na vida e que (infelizmente) ainda amo.
Conforme uma matéria da internet (Honra, virtude dos íntegros!), Aucélio Gusmão comenta o que acredito, o que vejo como verdade absoluta, "Honra é virtude, regra de conduta, segundo os princípios morais mais elevados, companheira inseparável da verdade", e quem hoje em dia não esconde algo realmente muito sério, quem não mente ou omite somente para se beneficiar, sair na vantagem, levar crédito ou por "ficar por cima da situação"??? Quem não permanece mentindo mesmo depois de todas as provas apresentadas, somente para não se mostrar contraditório? Mas acaba se mostrando um covarde!
"Honrar é demonstrar profundo respeito pelo semelhante. É a forma de tratamento que devotamos as pessoas que respeitamos. É não fraudar, mentir ou subornar", na política não existe honra, nas manchetes televisivas recebemos as informações diariamente sobre as fraudes governamentais, o suborno por silêncio, a mentira sendo omitida... Uma vergonha, mas qual seria o significado de vergonha para essas pessoas? Do que será que sente vergonha? Quais são seus valores reais? Como podemos exigir dos nossos filhos valores, se o mundo em que vivemos não os respeita? Começando da nossa própria família, do nosso lar... Casei julgando ser o melhor homem para eu formar uma família linda e feliz, sadia e de respeito, mas como ensinaria os valores às minhas filhas? Eis que, tomei a atitude certa pois "da pessoa honrada se diz acreditada, íntegra e confiável, tida no mais alto conceito em tudo que é considerado certo".
Ainda nesta matéria de Gusmão, "ninguém é honrado se convive com abusos (...) as faltas de clareza nas atitudes e decisões não recomendam bem. Há uma quebra importante da confiança e harmonia, decorrente do clima de subterfúgio que estabelece", sendo assim, por falta desta confiança que gerou com as atitudes negativas do meu cônjuge, dei o ponta pé inicial para uma nova vida. Agora sem ele, sem niguém...
Ao me deparar com falta de respeito, mentiras, infidelidade, percebi que estava sendo humilhada, denegrida assim como a sociedade que vivo, porém não sigo. Quando tive esta percepção, ao mesmo tempo que doeu muito a ponto de ser insuportável a angústia, a mágoa e a depressão, me senti na obrigação de ser livre, livre dele, livre da escravidão que me cercou, livre das correntes que prendiam a ele e suas mentiras, pois "vivemos com honra quando nos mantemos fiéis ao que acreditamos ser certo. Honramos nossa família, nosso país, nossa empresa, quando somos fiéis àquilo que mais representam. Favorecemos nossa honra quando aceitamos e assumimos responsabilidade pessoal pelas nossas ações." E o que estava acontecendo em meu casamento não estava sendo certo, mesmo eu tentando corrigir, mesmo tentando acertar, mesmo tentando fazer com que pudesse abrir os olhos e ver o quanto estava errando comigo.
"Honra sendo virtude tem seus limites. Ninguém tem compromisso com erros, equívocos, abusos, o possessivo ou a ineficiência. São momentos de grandeza onde somos obrigados, muitas vezes, a trocar ou negar algo de histórico ou tradicional que se deteriorara, precisa ser substituído. Afinal, os bons costumes e as boas práticas assim recomendam.
Honra é o sério e o romântico - a poesia da vida! "
Hoje falei sobre um dos meus valores morais - Honra. Amanhã será outro...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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