terça-feira, 3 de junho de 2008

Vida Conjugal

Olá...
Há quanto tempo, heim!
Pois é, desde o último post colocado aqui, aconteceu muitas coisas...
A primeira, é que conheci muitas pessoas maravilhosas, pessoas que me ensinaram, enriqueceram-me com sua sabedoria e histórias, com seus exemplos de dignidade, moral, comprometimento, simplicidade, paixão pela vida e principalmente pelo caráter! Pessoas que jamais esquecerei, mas que infelizmente "passaram" por mim.
A segunda é que, apesar e ter amado demais um homem sincero, lindo, inteligente, carinhoso, atencioso, este homem (por algum motivo) não me completava e ainda assim me sentia como que... "vazia" (se assim pudesse dizer, mas essa jamais seria a palavra correta que se encaixe no contexto em geral).
Foi quando tomei a iniciativa, depois de dois anos longe, depois de dois anos de ódio, raiva, angústia reprimida, de procurar quem tanto me fez mal, pra poder perdoar, entender e depois de escutar o que pode ter a me dizer, me libertar das correntes do passado e enfim, seguir meu caminho tranquila, com a consciência tranquila de que fiz tudo o que podia ter sido feito.
Nos sentamos, no "nosso" bar, cumprimentou-me com um beijo na bochecha, como velhos amigos, e... meio sem jeito, pediu ao garçon uma jarra de vinho, para começar a falar, desabafar, dizer tudo o que estava entalado e que precisava colocar pra fora! Eu permaneci da mesma forma que cheguei... calada! poucas palavras saiam de mim! Somente para suas perguntas ouvia-se a minha voz.
Não derramei uma gota de lágrima, estava fria, calculista, totalmente inerte a qualquer sentimento.
Porém a noite terminou em um motel, num quarto maravilhoso onde me disse: vc vale mais do que tudo o que estou fazendo agora! Gasto o que for necessário e preciso pra te ver feliz e ao meu lado.
Eu apenas disse: só se for pra casar!
E... 5 meses depois estava deparada de frente a ele e ao padre Alessandro benzendo nossas alianças.
Hoje posso dizer que fiz a escolha certa. Não vou dizer que esta sendo fácil, mesmo porque eu não tinha que dar satisfações há ninguém, era livre, completamente livre, porém é um crescimento cotínuo, uma evolução mútua, com divisão de tarefas, de carinhos, de cômodos, de afeições, de pratos e copos... Ao mesmo tempo que nos divertimos com tudo isso, ficamos apavorados pelo fato de surgir um ou outro arranca rabo e mesmo assim ter de dormir na mesma cama!

As vezes vem a pergunta: Será que fiz a escolha certa? Principalmente quando me falta carinho e atenção. Quando me falta o companheirismo, a cumpicidade e o cuidado. Não nego!
Mas fiz minha escolha! Preciso vivenciar isso! Era um pacto que haviamos feito e que o destino se pôs a cumprir.
Creio que nos amamos sim, só precisamos aprender a aceitar isso!

bjs

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